alexei oleynik, mma

Se a América é insignificante, então o mundo inteiro nunca foi significativo! Covington e o patriota a mijar em países pobres

Colby Covington: Sim. Veja-se a taxa de desemprego – está no seu ponto mais baixo desde o início dos anos 60. A nossa economia está em plena expansão, estamos a sair-nos bem no sector militar. Mas o mais importante é que o sonho americano está vivo. As pessoas compreendem que vai continuar a trabalhar: trabalha-se muito neste país e por causa deste trabalho pode-se tirar tudo da vida.

Candace Owens: – Globalmente, está optimista quanto ao futuro dos Estados Unidos?

Colby Covington: – É por isso que tenho medo de ter filhos. Não quero que eles sejam criados pela sociedade actual. Eles querem que o meu filho seja macio, maleável. Tornam toda a gente mole. Não quero isso.

Candace Owens: – É a isso que me refiro. Dizem: “A América está a tirar tudo de África ou de outros países” e coisas desse género. Bem, então vá para África. Vá para África, eu pago o seu bilhete de avião. Ninguém vai. Que Rihanna tente ganhar milhões em África. Só não há mais respeito e compreensão por parte das pessoas porque a América deixou de educar os homens. Há um total amolecimento das pessoas no nosso sistema educativo, nas escolas. Todos têm medo de dizer alguma coisa, de ofender alguém. Se se põe um dedo em alguém, é processado. Será destruído nos meios de comunicação social. Todos ficam ofendidos com alguém. Costumava ser capaz de ser espancado na escola, na casa de banho. Sim, o bullying é mau, mas já ninguém luta nas escolas. É tudo através dos tribunais. Quando olho para estes jovens… São rijos, frágeis, não se conseguem defender, não têm coragem. Eles querem transformar os homens em algum tipo de criaturas sem sexo. Já não é possível ser masculino. Hoje, para ser um homem, é preciso ser efeminado. Mas então o que vai acontecer à família?

Colby Covington: – Exactamente. Se é tão duro, vá à América do Sul e a todos aqueles países atrasados do terceiro mundo e tente ganhar o mesmo dinheiro lá.

Disse-lhe: “A América é óptima, quanto mais não seja porque criou um mercado onde rappers preguiçosos como você podem ganhar milhões. O que fez para que este país falasse assim sobre o assunto? Não sacrificou nada por isso. A América não é fantástica? Palavras como essa deixam-me louco. Só as pessoas podres podem dizer isso. Se a América é um país insignificante, então o mundo inteiro nunca foi significativo. Nunca o será.

Candace Owens: – Estou de acordo consigo. Para mim, um americano que não faz frente ao hino americano é um cobarde. Apenas um cobarde desprezível. Os nossos militares deram as suas vidas por essa bandeira. E aqui um homem senta-se nas bancadas e não consegue fazer frente ao nosso hino e hastear a bandeira. Não pode pôr a mão no seu coração. Os militares metem balas neste coração, e não se pode simplesmente pôr-lhe a mão na massa. Quem é você depois disso? Um cobarde. Esse tipo de comportamento é a derradeira forma de cobardia. Tive recentemente uma altercação com o rapper T. I. Ele estava de pé no palco e disse ao microfone a uma grande multidão: “Em que é que a América é exactamente fantástica? Porque devemos pensar nisto como um grande país”?

Eu falo com eles, estou com eles nas trincheiras. Eu vou para o quartel, e estão lá 50 pessoas. Falo com cada um deles. Ouço as suas histórias. O povo militar é a minha espinha dorsal. Uma plataforma. Eu actuo para eles. Para mim, a bandeira americana, as suas cores são muito importantes. Para os jogadores da NBA e da NFL, é apenas um tecido.

Candace Owens: – Fale-nos da sua vida pessoal.

Colby Covington: – Há alguns anos atrás. Geralmente, venho de uma família conservadora. Nunca fomos liberais. Eu queria usar esse boné há muito tempo, mas o meu gerente disse-me que os proprietários de UFC são liberais. E uma posição conservadora dura pode ser vista de forma negativa. Por isso, levei algum tempo a decidir.

Candace Owens: – Quando começou a usar o boné “Let’s Make America Great Again”? (a entrevista foi durante a presidência de Donald Trump -SE nota).

Colby Covington: – Acusaram-me mais tarde de racismo, mas porque o Brasil não é uma raça, os brasileiros também não são. É um país (risos). Portanto, não há aqui racismo. Mas, nesse momento, compreendi o elemento de entretenimento neste negócio. É exactamente o negócio do entretenimento. E assim a minha declaração sobre animais sujos tornou-se viral, tornou-se viral, o UFC viu-a e decidiu voltar a assinar comigo. Aquele discurso pós-guerra mudou a minha carreira.

Candace Owens: – Ahahahahahaha.

Colby Covington: – Há três anos (Outubro 2017 – SE comentário), quando lutei contra Damien Maia no Brasil. Antes da luta, o UFC veio ter com o meu manager Dan Lambert e disse que não gostava do meu estilo, da minha imagem mediática e que me despediam – quer eu ganhasse ou perdesse. E depois da luta, quando ganhei e deixei o meu adversário deitado numa poça do seu próprio sangue, peguei no microfone e chamei aos brasileiros animais sujos e ao Brasil uma lixeira.

Candace Owens: – Quando foi o verdadeiro avanço na sua carreira?

***

O combatente e o activista conversaram durante 28 minutos e durante esse tempo riram-se do “animal sujo brasileiro” e discutiram porque é que a América é um grande país e qual é a sua superioridade sobre países do terceiro mundo, como os homens são maciçamente amaciados nos EUA e a falta de respeito pela bandeira americana.

Numa conversa com jornalistas do MMA, Colby raramente consegue desenvolver em profundidade o tema da sua orientação política e opiniões sobre os problemas contemporâneos americanos, mas uma vez que lhe foi dada uma plataforma por um conhecido activista político americano Candice Owens, e num novo ambiente, Covington falou de uma forma séria. A conversa entre Candice e Colby nunca foi, por alguma razão, traduzida na Rússia (e há muito para ouvir), por isso decidimos ser os primeiros a fazê-lo.

Vindo de uma família militar (o seu avô lutou no Vietname e na Coreia), sempre em entrevistas ele exalta o papel do exército americano, adora dar pontapés noutros países e povos (Colby está farto de países do terceiro mundo, bem como de um homem tão grande como a Grã-Bretanha), quando vai a cada batalha orgulhosamente embrulhado numa bandeira estrelada e ainda guarda em casa um retrato do ex-presidente americano Donald Trump.

Colby Covington é sem dúvida o lutador mais ultra-patriota da actual lista UFC.